Dentro da área do Desenvolvimento Humano o assunto que mais gosto de estudar é o autoconhecimento.
E quando se fala em autoconhecimento não podemos deixar de falar do comportamento humano.
Existem muitos estudos sobre comportamento humano, mas um ganhou fama e destaque entre os estudiosos e os curiosos sobre o assunto, foi a teoria DISC do William Moulton Marston.
Os estudos de Marston são base para várias ferramentas de análise comportamental que existem no mercado.
Ele não criou nenhuma dessas ferramentas de assessment, mas foi sua teoria que tornou isso possível, mapear o comportamento das pessoas.
O mapeamento comportamental auxilia no autoconhecimento e no desenvolvimento de carreiras.
Também é usado como apoio nos processos de Coaching, de Mentoria e nos processos de Recursos Humanos, como: Seleção, Treinamento e Desenvolvimento, Educação Corporativa e Desenvolvimento de equipes de alta performance.
Ele, o mapeamento comportamental, ajuda as pessoas a entenderem o que as motivam e porque se comportam de uma ou de outra maneira.
A palavra DISC é a junção da primeira letra das palavras em inglês, que traduzindo são respectivamente: D de Dominância, I de Influência, S de Estabilidade e C de Conformidade.
Esses são os quatro tipos de perfis de comportamento que nós temos, segundo os estudos do William Marston.
Todos nós possuímos os quatro perfis. O que nos diferencia uns dos outros é o percentual de cada perfil em nós e como eles são combinados.
Geralmente temos dois perfis que predominam sobre os outros, ou seja, as características desses perfis estão mais presentes e se destacam mais em nossas ações.
Os quatro perfis juntos compõem 100% do nosso comportamento. Eu, por exemplo, fui mapeada por uma dessas ferramentas que existem no mercado que indicou que meus percentuais são: 34% Conformidade, 28% Estabilidade, 22% Influência e 16% Dominância.
Saber essa combinação nos ajuda a perceber quanto as características de cada perfil podem influenciar nosso comportamento.
Quando separamos os perfis em grupos de acordo com características como introversão e extroversão, podemos identificar quais perfis são mais introvertidos e quais são mais extrovertidos.
Temos no primeiro grupo, o dos introvertidos, os perfis Conformidade e Estabilidade e no segundo grupo, o dos extrovertidos, os perfis Influência e Dominância.
Retomando o meu exemplo, fica claro, quando analisamos meus perfis predominantes, que eu tendo a ter comportamentos mais introvertidos.
Você não precisa me conhecer a fundo, nem nunca ter estado comigo para saber.
Se tem acesso ao meu mapeamento saberá disso porque os meus dois perfis predominantes, que são Conformidade e Estabilidade, estão no grupo dos introvertidos.
E quem me conhece sabe que está certinho. Sempre fui muito introvertida realmente, porém ao me expor aqui na rede tenho trabalhado essa introversão e aos poucos vou ficando menos “bicho do mato”.
A extroversão não é meu comportamento natural, pois os perfis de extroversão são baixos em mim, mas como tenho esses perfis também, posso trabalhar essa habilidade.
Quando avaliamos o quesito “voltado para pessoas” ou “voltado para tarefas”, temos no primeiro grupo, ou seja, aquele que é mais voltado para pessoas, os perfis Influência e Estabilidade e no segundo grupo, ou seja, aquele que é mais voltado para as tarefas, os perfis Conformidade e Dominância.
Nesse caso, existe certo equilíbrio em mim, pois um dos meus perfis predominantes é voltado para tarefas e o outro para pessoas, então dependendo da situação consigo focar mais nas tarefas ou nas pessoas. Consigo ter naturalmente essa flexibilidade por causa da combinação dos meus perfis.
É importante dizer que um perfil não é melhor que o outro.
Além de não rotular uma pessoa pelo seu perfil, outra coisa que você não deve fazer é usá-lo para justificar suas falhas ou limitar suas possibilidades, dizendo, por exemplo:
_ Eu ajo assim porque sou perfil tal.
Ter um determinado perfil mais alto que outro não exclui de você a possibilidade de desenvolver uma habilidade necessária ou ajustar um mau comportamento.
É importante reconhecer seu padrão de comportamento para usar essa informação a seu favor, para fortalecer suas características mais positivas.
Ter um ou dois perfis predominantes não anula os outros perfis, somos capazes de transitar entre eles, já que temos todos em nós.
As características de um perfil menor não será nosso comportamento natural, mas pode ser acessado em situações específicas com treino.
Usando o meu exemplo novamente: o perfil que predomina em mim é o de Conformidade, esse perfil tende a ser mais analista, gosta de saber de tudo nos mínimos detalhes.
Quando preciso tomar uma decisão importante, minha tendência natural é o adiamento até que eu tenha todas as informações que preciso para tomá-la.
Acontece que nem sempre tenho esse tempo.
Sabendo do meu comportamento em situações assim, preciso trabalhar essa característica para não perder um prazo.
E como posso fazer isso? Talvez você esteja se perguntando. Basta que eu coloque um limite. Por exemplo, pra tomar a decisão x, não preciso de TODAS as informações possíveis, mas preciso destas três que são essenciais. Assim eu me concentro e analiso essas informações para tomar a melhor decisão.
A agilidade na decisão, não será minha ação natural, mas posso desenvolver essa habilidade de não ser tão detalhista a ponto de acabar me prejudicando, fazendo acordos comigo mesma, porque outra característica muito presente no meu perfil predominante é o comprometimento.
O perfil Conformidade é muito rigoroso em respeitar regras, normas e prazos. Pior que não ter todas as informações é não cumprir um prazo. Assim eu consigo flexibilizar minhas ações.
Viu como é importante se conhecer e conhecer seus perfis predominantes?
E viu que dá pra usar esse conhecimento a seu favor?
Quer saber mais sobre o DISC?
Então fique atento porque nos próximos artigos vou explicar as características de cada um dos perfis.
Já conhece o DISC ou outra teoria de perfil comportamental? Conte-me sua experiência.
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Abraço e até a próxima.
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4 comentários em “Entendendo seus comportamentos”