“Qual é o problema em permanecer na zona de conforto?”

Essa foi a pergunta que meu amigo Carlos Monteiro me fez.

Olá! Meu nome é Thaisa Rocha e eu trabalho com Desenvolvimento de Pessoas.

Fui convidada pelo meu amigo para falar sobre “qual é o problema de permanecer na famosa zona de conforto”.

Ele me contou que um amigo era sempre cobrado “a sair da zona de conforto”, mas esse amigo estava feliz onde estava e por isso ele começou a se questionar:

“_ Afinal de contas, qual é o problema de ficar na zona de conforto? Por que isso incomoda tanto as pessoas?”

Antes de começar a falar sobre esse assunto quero te convidar a acessar esse mesmo conteúdo também no meu canal do Youtube, clicando aqui.

Começo dizendo o que, para mim, é zona de conforto.

Quando ouço a expressão “zona de conforto” a imagem que vejo é de uma pessoa que está num lugar em que não existem mais novidades, não existem mais desafios, não existe mais aquele frio na barriga sabe. Penso numa pessoa estagnada e isolada.

Acredito que é aquela fase quando a gente já domina completamente o processo, já o conhece do início ao fim, nos mínimos detalhes.

Nesse estágio não existe mais aprendizado.

Isso pra mim é estar na zona de conforto.

E por que isso é ruim? Não é bom termos domínio do que fazemos?

Exatamente por causa da evolução e do crescimento que não acontecem. Quando você atinge a zona de conforto, quando está confortável com uma situação, não se esforça para melhorar, pois  acredita que já atingiu o ápice.

Estar na zona de conforto, é estar na inércia. Não há movimento para nenhum lado.

Não há desenvolvimento, não há preocupação em avançar, em criar ou recriar, em inventar ou reinventar, em fazer diferente, em fazer melhor, desenvolver novas habilidades, novas competências, ultrapassar seus próprios limites.

E se você quer passar para o próximo nível, se quer avançar mais um degrau, é necessário sair desse lugar em que você está que é totalmente conhecido, e partir para o desconhecido, para o novo.

Se você é aquela pessoa que está insatisfeita com a vida que tem hoje, você precisa sair da zona de conforto.

Se você está infeliz com o relacionamento que tem hoje, você precisa sair da zona de conforto.

Se você quer mais conforto, mais qualidade de vida, você precisa sair da zona de conforto.

Ou seja, se você quer mudança, você precisa sair da zona de conforto.

Se não existe nada, absolutamente nada, que queira mudar, talvez você não precise sair dela.

Mas preste atenção, eu disse talvez e o motivo desse “talvez” você vai entender mais a frente.

Neste ponto quero deixar claro, que não existe certo ou errado, cada um tem seus próprios sonhos, desejos e ambições.

Uma lição importante que eu aprendi com o processo de Coaching é que: o seu jeito é o jeito certo.

Somos pessoas diferentes e buscamos coisas diferentes na vida.

Então eu não posso simplesmente afirmar que eu estou certa e tem que ser assim e que você está errado.

Eu, Thaisa, acredito no desenvolvimento constante, por isso trabalho com o autoconhecimento, com desenvolvimento de pessoas.

Eu acredito que nós podemos mais, eu acredito que eu posso mais e é isso que estou buscando, ser surpreendida por algo extraordinário, busco algo além do comum. E por isso preciso me desenvolver constantemente.

Sou uma curiosa, no sentido que querer sempre aprender. Sou uma inquieta, estou sempre em busca de novos desafios, de desenvolver novas habilidades.

Desejo sempre ampliar meu olhar, meu leque de oportunidades e para isso preciso sair da minha zona de conforto.

Mas se pra você estar na zona de conforto está tudo bem, então está tudo bem.

Mas antes de afirmar que é isso que você quer – permanecer na zona de conforto – te convido a responder para si mesmo:

  • Você entende quais são as consequências de permanecer na zona de conforto?

Como falei, estar na zona de conforto é estar estagnado, onde nada muda, nada evolui.

A primeira consequência disso é que seu conhecimento se torna obsoleto, ou seja, antiquado, ultrapassado.

E quando você não acompanha as mudanças será que você será capaz de produzir o mesmo resultado sempre?

Se você não entende as mudanças na sua área profissional, por exemplo, será que você continuará sendo um bom funcionário para a empresa? Será que conseguirá atender as demandas da sua área?

Eu acredito que não.

Murilo Gun diz que estamos na era da criatividade e que criatividade é a capacidade de resolver problemas novos usando novas saídas, fugindo das respostas prontas e do óbvio.

Ainda que seu objetivo seja permanecer onde está, você também precisará se por em movimento. Lembra do talvez lá de trás? É aqui que eu me explico.

Em algum momento a vida vai exigir que você se movimente e saia da zona de conforto.

Seja para manter seu padrão de vida, seja para manter seu relacionamento.

Por falar em relacionamento, você acredita mesmo que fazer as mesmas coisas, do mesmo jeito, durante anos e anos, vai garantir o sucesso do seu relacionamento? Será que você e seu parceiro(a) são as mesmas pessoas do início do relacionamento? Não amadureceram, não aprenderam nada durante esse tempo juntos?

Pense nisso.

Não acredito nessa estabilidade, nessa constância, nessa linha reta eterna, onde podemos ficar parados e tudo vai ficar bem.

Eu gostaria muito que fosse assim, mas quanto antes eu aceitar melhor pra mim.

O mundo está em constante mudança.

O mercado e as empresas estão acompanhando essas mudanças e exigem cada vez mais dos seus colaboradores, até porque os clientes também estão cada vez mais exigentes.

E isso está acontecendo no mercado porque nós também, como pessoas, como indivíduos, estamos mudando, porque nós aprendemos, evoluímos, crescemos, amadurecemos.

E o fato é que não vivemos isolados e não somos tão independentes como imaginamos.

Fazemos parte de um mesmo sistema. É como se fossemos engrenagens num motor, umas ligadas as outras. Se uma gira vai fazer com que a outra gire também. E quem ficar parado, quem não se permitir entrar nesse movimento, vai travar esse sistema. Ele exige que todos estejamos em movimento.

As consequências de insistir na estagnação podem ser duas:

  1. Ou você é eliminado;
  2. Ou você vai começar a girar conforme a engrenagem.

Estar na zona de conforto pode te fazer perder oportunidades tanto na vida pessoal quanto na profissional.

Deixar de se aprimorar, deixar de se tornar uma pessoa melhor, deixar de crescer enquanto pessoa e enquanto profissional te privará de oportunidades incríveis. E isso é ou não é um problema?

Acredito que não existe uma única forma de sair da zona de conforto.

Respondendo a questão: Por que as pessoas se incomodam tanto do outro estar na zona de conforto a ponto de ficar criticando ou dizendo isso o tempo todo pra ele?

Temos a tendência de pensar que nosso jeito é o único jeito, o bom pra mim também tem que ser bom pro outro.

Eu quero pro outro o que quero pra mim.

Muitas vezes quem diz ou pensa assim só quer o bem do outro, mas está se esquecendo que somos diferentes.

Aproveito até pra te convidar a acessar o conteúdo que fiz explicando os Perfis de Comportamentos, te ajudará a entender melhor esse ponto. Clicando aqui você acessa os artigos que estão aqui no blog. E clicando aqui você acessa o meu canal do Youtube onde está todo esse conteúdo em vídeo.

Então, você não precisa seguir a mesma linha da maioria, não precisa sair pela mesma porta que o outro, mas acredito que devemos sair de lá, da zona de conforto, correndo.

A zona de conforto, apesar de ter esse nome que lembra algo bom – afinal quem não quer ter conforto na vida? – o que ela representa é algo ruim, pois ela representa estagnação, retrocesso.

Não é possível ficar parado no tempo e impedir que as coisas mudem e evoluam, mas podemos nos adaptar a elas.

Quando você se fecha para a mudança, para o aprendizado, para o crescimento, está impedindo que coisas maiores e melhores cheguem a você.

Talvez você não tenha essa ambição, nem esse sonho.

Talvez você acredite que já alcançou tudo que podia ou gostaria. E não tem nada errado com isso.

Mas, será que isso é realmente verdade?

Será que já está tão realizado e repleto de felicidade que não queira melhorar nada mais?

Será que já está tão na plenitude que pensar em mudança, correr riscos calculados, desenvolver novas habilidades ou se colocar na zona de desconforto não se justifica?

Quero muito saber qual é a sua opinião.

O que você tem a dizer sobre esse assunto?

Deixe aqui seu comentário para continuarmos essas reflexões.

Eu me despeço com uma frase do Pedro Calabrez: “É triste perceber que deitaremos arrependidos em nossos túmulos por não termos vivido a vida que gostaríamos… mas não temos a coragem de levantar do sofá enquanto vivos para mudar isso.”

Abraço e até a próxima.

Publicado por Thaisa Rocha

Bacharela em Administração e Pós Graduada em Professional & Self Coaching. Em uma jornada de desenvolvimento e transformação pessoal. Quero contribuir compartilhando os conhecimentos que venho adquirindo ao longo desta jornada.

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