Estou sempre trazendo conteúdo sobre o AUTOCONHECIMENTO com o intuito de te ajudar a olhar para dentro de si e (re)descobrir todo o potencial que há em você e penso ser de suma importância falar também sobre o que o AUTOCONHECIMENTO não é.
Busco sempre falar das maravilhas, dos benefícios da busca pelo AUTOCONHECIMENTO, mas pode ser que ouvindo somente os benefícios a gente acabe criando uma ideia errada do que realmente o AUTOCONHECIMENTO é.
O AUTOCONHECIMENTO não é uma fórmula mágica que irá resolver tudo com um estalar de dedos.
AUTOCONHECIMENTO não é mágica, é um processo, que dura toda uma vida, os resultados vem com o tempo. De imediato já colhemos bons frutos sim, mas não resolvemos tudo da noite para o dia, porque ninguém se conhece da noite para o dia e existem outras variáveis nessa equação.
Então aceite que você está mudando, mas o mundo a sua volta não está, não do jeito ou na velocidade que gostaria.
Eu acredito que sim, quando a gente muda tudo muda, mas não é exatamente a transformação que a gente espera. As pessoas com as quais convivemos não necessariamente vão absorver a sua mudança e abraçar essa mudança pra elas também. Cada um tem um tempo.
E falando no outro, outra coisa que o AUTOCONHECIMENTO não é: ignorar o outro e passar a fazer só o que eu quero porque eu quero. É preciso ter em mente que a vida não é feita só de você.
Com o AUTOCONHECIMENTO aprendemos a olhar para dentro de nós para descobrirmos as respostas, mas precisamos considerar os outros também, principalmente quando uma decisão nossa tem impacto sobre eles.
Vou dar um exemplo contando algo que aconteceu comigo.
No final do ano de 2019 eu decidi que iria deixar meu emprego de carteira assinada e começar a empreender. Eu já vinha pensando nisso a um tempo e com algumas situações que vinham acontecendo na empresa decidi colocar o plano em prática, porém não consultei ninguém. Eu desejava isso, tinha planejado a transição, faria do meu jeito.
Mas eis que em Fevereiro de 2020 vem a pandemia. Eu não contava com isso e mais tarde vim a descobrir que mesmo que não houvesse a pandemia eu não havia me preparado como deveria para essa transição de carreira.
Outras pessoas da minha família foram impactadas com a minha decisão e eu não as consultei quanto a isso. É claro que eu não imaginava que seria como acabou sendo, mas eu devia pelo menos ter contado com a possibilidade de dar errado e no caso de precisar de um suporte essas pessoas mereciam também estar preparadas para isso. Minha família me deu e ainda me dá todo o suporte de que preciso e nunca ouvi uma cobrança deles nesse sentido, mas eu me sinto mal por não ter cogitado essa possibilidade e tê-los, de certa maneira, obrigado a me ajudar.
Entendem o que quero dizer com essa história? Eu tinha o direito de tomar minhas decisões, olhar para o que era importante para mim e fazer as coisas do meu jeito? SIM, mas eu devia ter conversado com as pessoas que moram comigo sobre isso. Devia tê-las perguntado, se caso algo desse errado, se elas estavam preparadas para me dar esse suporte por um tempo.
Graças a Deus abandonei a culpa, não fico mais me martirizando por isso, porque se fosse antes do meu processo de AUTOCONHECIMENTO eu estaria em crise profunda, desesperada, culpada, arrasada. Hoje porém, sou em primeiro lugar muito grata por poder contar com esse suporte e em segundo lugar olhei pra essa situação e aprendi muitas coisas e continuo aprendendo na verdade.
Então o AUTOCONHECIMENTO não é um feitiço que resolverá tudo, mas nos ajuda a passar pelas tribulações de maneira diferente, melhor.
Falo muito de nós reconhecermos nossa luz através do AUTOCONHECIMENTO, de enxergarmos os nossos talentos, de nos reconhecermos como pessoas especiais e falo muito sobre isso porque esse era um grande desafio para mim, reconhecer o meu melhor, sempre fui muito crítica comigo mesma. Essa é a parte gostosa do AUTOCONHECIMENTO, quando você alivia seu fardo percebendo que você tem coisas boas pra oferecer, que você merece amor, começa a perceber um mundo mais colorido de novo.
Mas o AUTOCONHECIMENTO também nos mostra a nossa sombra, e essa é a parte que dói, essa é a parte que machuca, olhar para nossos erros, para nossas falhas, nossas limitações, ninguém quer se ver assim.
O importante aqui é substituir o julgamento e a culpa pela tolerância, paciência e o aprendizado.
Ao invés de apontar o dedo e se deixar aprisionar pela culpa, você deve ser tolerante e entender que as vezes vamos cometer erros, ser pacientes para entender que estamos numa jornada e que a mudança vem com a prática e com o tempo e se colocar sempre na condição de um aprendiz, busque aprender com cada situação e fazer melhor da próxima vez.
De maneira alguma estou dizendo para sermos omissos aos nossos erros, simplesmente cruzando os braços e deixando tudo como está, mas ao invés de se culpar, se arrependa.
Culpa aprisiona, arrependimento corrige. A culpa aprisiona porque dá a impressão de que não há solução, errou e tudo está acabado, condenado a prisão perpétua. Já o arrependimento te mostra onde errou e te faz reconhecer que aquele não é o caminho e a postura que você escolhe daqui pra frente. Errei sim e estou disposta a corrigir o erro.
Podemos dizer então que o AUTOCONHECIMENTO é uma escolha que fazemos todos os dias. Ter AUTOCONHECIMENTO nos faz enxergar com clareza quem de fato somos e com essa luz sobre quem eu sou decido o que fazer com quem sou.
O AUTOCONHECIMENTO tem me feito ver a vida com outros olhos, mas as minhas reações estão um pouco mais lentas. Vejo com mais clareza e percebo bem mais rápido o que precisa ser corrigido, mas ainda ajo, em muitos momentos, como antes, reagindo por reflexo ao invés de pensar antes de agir.
É um exercício. Com o treino a gente melhora, mas como eu disse não é da noite pro dia que mudamos esse comportamento.
O AUTOCONHECIMENTO não faz de nós seres perfeitos, sem defeitos, mostra sim que somos seres duais, de luz e sombra, bem e mal, talentos e limitações. Com o AUTOCONHECIMENTO tomamos consciência dessas duas partes em nós.
Hoje, no meu planejamento, iria falar sobre como o AUTOCONHECIMENTO nos ajuda a ter relacionamentos melhores. Mas nos últimos dias fui lembrada do quanto ainda preciso melhorar minha forma de lidar com as pessoas, então como posso falar de me relacionar melhor com as pessoas quando ainda tenho tanto a melhorar? Pensei.
Depois me lembrei que o AUTOCONHECIMENTO não faz de mim uma pessoa perfeita, que nunca erra, mas faz eu me dar conta das minhas limitações e ao tomar consciência disso me permite escolher entre ser melhor a cada dia ou não fazer nada.
De forma alguma quer dizer que daqui pra frente nunca mais vou errar com as pessoas, que nunca mais vou magoar alguém ou perder a cabeça de vez em quando. Quer dizer que estou trabalhando para que isso não aconteça com tanta frequência, que esse não seja meu comportamento padrão, mas uma exceção, mas infelizmente vou cometer erros ainda.
Então não o AUTOCONHECIMENTO não é a cura milagrosa para os seus defeitos.
Meu objetivo aqui é te mostrar que o AUTOCONHECIMENTO é sim um processo maravilhoso e necessário, mas nem de longe é um caminho feito só de flores.
Quero, que ao tomar a decisão de iniciar essa trajetória, esteja preparado para enfrentar também os obstáculos que virão, mas garanto que mesmo os desafios trazem algo bom no final.
Se você já está nesse caminho e se pegou cobrando de si mesmo a perfeição ou foi cobrado por alguém próximo, me conta nos comentários.
E se, mesmo com os desafios que esse caminho apresenta, assim como eu, também não quer voltar atrás, mas tem cada vez mais vontade de seguir adiante me conta também.
Finalizo com a frase de Platão que disse: “Tente mover o mundo, o primeiro passo será mover a si mesmo”, que podemos parafrasear dizendo: tente mudar o mundo, o primeiro passo será mudar a si mesmo. Não há outro caminho. O AUTOCONHECIMENTO é a base de tudo.
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Esse artigo foi inspirado em uma live que fiz lá no meu perfil do Instagram (@thaisarochaoficial), clique aqui e me segue lá também.