O AUTOCONHECIMENTO contribui para melhorar meus relacionamentos?

Nesse artigo vou falar da relação entre AUTOCONHECIMENTO e Relacionamentos e a pergunta que vai direcionar a nossa conversa é:

O autoconhecimento contribui para melhorar meus relacionamentos?

E aí, o que você acha?

Ouvi certa vez que cada um de nós é a resposta de uma oração, por isso cada um vem com um dom específico. Esse dom é o que vai atender aquela prece.

Então se alguém clama por amor, nasce alguém com uma capacidade incrível de amar, se alguém clama por prosperidade, nasce alguém com o dom de fazer prosperar.

Mas se quem recebe o dom não é quem tem o problema o que você acredita que isso quer nos ensinar?

Que nós somos seres sociais, criados para viver em grupo. Que devemos nos doar uns aos outros compartilhando nossos dons.

Mas pra isso funcionar precisa acontecer de forma equilibrada, como no movimento de uma dança, pra lá e pra cá, doando e recebendo, de forma leve e fluida. Eu oferto o que eu tenho de melhor e estou aberta a receber o melhor do outro.

Na minha percepção, como estudiosa do assunto e como alguém que tem buscado o AUTOCONHECIMENTO, quando você não se conhece não consegue fazer esse movimento, não consegue se relacionar bem com o outro, ou pelo menos não de uma forma que faça dessa uma relação saudável e duradoura, pois quando não existe AUTOCONHECIMENTO a forma como nos relacionamos com o outro passa por dois cenários:

  • ou somos do tipo que quer agradar a todo custo, mesmo que isso signifique se omitir ou se anular,
  • ou somos do tipo que quer tudo do seu jeito e o outro é que precisa sempre se omitir ou se anular para que a relação dê certo.

Perceba que quando estamos nesses dois extremos estamos no desequilíbrio, o quanto você vive próximo de um ou outro extremo vai depender do seu grau de AUTOCONHECIMENTO. Eu acredito que quanto mais AUTOCONHECIMENTO, mais centrada a pessoa será e com isso mais equilíbrio haverá nas suas ações.

Essa relação onde um não pode existir para que ela funcione não se mantém, porque uma hora quem está sempre “desaparecendo” para o outro “aparecer” vai ficar doente ou vai simplesmente cansar dessa inexistência.

Nos dois casos, apesar de serem tão diferentes, de serem o oposto um do outro, acredite, há falta de AUTOCONHECIMENTO.

Quem age assim, não se valoriza, não acredita em si mesma, no seu potencial, não reconhece seu valor, por isso, no primeiro caso aceita as migalhas, ou vive escondido atrás do outro, pois acredita que não tem potencial ou valor para ser o protagonista.

E no segundo caso, por medo de que o outro descubra “a verdade”, ou seja, que não tem valor, essa pessoa se impõe de forma arrogante e egoísta, para mascarar sua falta de autoaceitação.

Existe um desequilíbrio no movimento de dar e receber. No primeiro caso a pessoa se doa demais e tem dificuldades para receber, seu senso de merecimento está abalado. No segundo caso a pessoa só quer receber, tem dificuldade de doar, seu senso de capacidade é que está desajustado.

Nos dois casos a pessoa está se escondendo, uma se esconde atras da desculpa e a outra se esconde atras da máscara.

A que se esconde atrás da desculpa, se justifica com “eu não mereço” ou “isso não é para mim”, por isso é “melhor” eu me anular.

E por que desculpa? Se a pessoa não sabe seu valor não é uma desculpa. É verdade, essa pessoa não reconhece seu valor, mas também não busca desenvolver valor. É mais fácil cruzar os braços e aceitar o destino do que construir seu próprio destino.

O segundo caso se esconde por trás dessa máscara de superioridade, que apenas quer esconder sua pequenez, sente que não é capaz, por isso precisa diminuir o outro para se sentir superior, se sentir mais, não admite nem que estejam no mesmo patamar, pois estando no mesmo nível fica fácil do outro ver que não sou “grande”.

Existem duas formas de estarmos “acima” de alguém: sendo realmente superior, se desenvolvendo, ou diminuindo o outro para que eu pareça maior. Uma pessoa que está no desequilíbrio e não se sente capaz tende a usar a segunda estratégia, justamente por acreditar que não é capaz de se desenvolver.

As pessoas que vivem nesses extremos estão olhando para fora, se comparando ao outro e medindo seu valor pela régua do outro, mas a comparação é injusta, é cruel e não reflete a verdade.

Existe uma frase no meio digital que diz “não compare o palco do outro com seu bastidor”, quer dizer que o que outro mostra são apenas as glórias, o que deu certo, mas não mostra o que está por trás desse sucesso, não mostra o que teve que fazer, pelo que teve que passar para chegar nesse lugar. E aí você vê o resultado do outro e olha para suas lutas, suas dificuldades, suas limitações e falhas e se sente pequena, injustiçada, esquecida, despreparada e incapaz.

Por isso a comparação é tão injusta, as realidades são diferentes, as oportunidades, habilidades, conhecimentos, ferramentas que cada um tem são diferentes. E com isso não quero dizer que um seja melhor que o outro, mas que são diferentes e por isso o caminho que cada um deve trilhar é diferente, esse caminho deve respeitar o que você quer, quem você é e o que você tem a oferecer, suas habilidades.

A comparação não faz mal aos relacionamentos apenas quando eu me comparo ao outro, mas também quando comparo o outro a mim e quero cobrá-lo a pensar e agir como eu.

Portanto a resposta para a pergunta que está norteando esse conteúdo é SIM, o AUTOCONHECIMENTO realmente ajuda a termos relacionamentos melhores.

Quando trabalhamos o AUTOCONHECIMENTO, não passamos a saber apenas quem somos, mas reconhecemos que cada pessoa é única e respeitamos mais nossas diferenças, porque como disse o Vitor Andrade “quem julga o outro não conhece a si mesmo”.

O AUTOCONHECIMENTO nos faz olhar para nossos comportamentos e emoções, nos instiga a querer entender: por que agimos assim, o que há por trás desse comportamento e dessa emoção, qual é a verdadeira questão?

Começamos a perceber que o que me irrita no outro diz mais de mim que do outro. O que me incomoda na atitude dele, tem mais a ver comigo. É como a Jout Jout, que é uma Youtuber, diz: “bateu, doeu, pega que é teu”. Se te incomoda, então é sobre você.

Só quem se conhece está aberto a ouvir, porque não se sente intimidado com a opinião do outro, não se sente obrigado a ser como o outro, é capaz de filtrar o que faz sentido e abraçar apenas o que vem pra somar.

Só quem se conhece é capaz de ouvir a verdade e reconhecer quando errou, não faz disso um insulto, mas uma oportunidade de aprendizado e desenvolvimento, ainda que, assim como eu, no início não goste de receber a crítica. Eu não gosto de errar, tenho uma tendência perfeccionista e por isso admitir um erro é doloroso, pois faço de tudo para evitá-lo. Mas com o AUTOCONHECIMENTO estou me reconhecendo uma pessoa vulnerável e me abrindo, me permitindo errar para crescer.

Só quem se conhece é capaz de dialogar e não ditar regras, fala com convicção, mas sem ofender, dá opinião, mas não impõe.

Mas como eu já disse em outras oportunidades, não é mágica, é uma construção. Tentativa e erro, aprendizado e acerto.

E me diz se o caminho para construir um bom relacionamento não passa pelo diálogo, por saber ouvir e saber se comunicar?

Me diz se um bom relacionamento não se faz com concessões, mas também com se posicionar?

Se um bom relacionamento não se faz com amar o outro entendendo que ele é feito de luz e sombra, assim como nós?

Quanto mais vulnerável eu me reconheço, quanto mais aceito minhas imperfeições, mais estou aberta, estou disposta a aceitar o outro também como ele é.

Pra ter bons relacionamentos saiba quem você é, quais são seus valores, onde quer chegar e no que acredita e se cerque de pessoas com os mesmos valores e objetivos.

ATENÇÃO, não falei pessoas iguais a você, mas com o mesmo objetivo, que vão te ajudar a crescer e ser melhor e que estão dispostas a também aprender com você, pessoas que entendem que é uma troca em todos os sentidos.

O professor Felipe Aquino disse que “quem não se relaciona se empobrece”, pois fomos feitos para essa troca, nossa evolução e crescimento depende de nos relacionarmos e aprendermos com as nossas diferenças.  

Se somos a média das cinco pessoas com quem mais convivemos, aprenda a se conhecer e se relacionar bem com as pessoas para que você seja uma boa referência para elas, mas também aprenda a escolher com quem você divide o seu tempo, faça isso com pessoas que sejam uma boa referência para você, pessoas que te inspiram, que te encorajam, que te façam expandir sua mente, sua consciência, que te ajudem a ampliar seu olhar.

Eu quero me cercar desse tipo de pessoa, que aceita que não é perfeita, que não busca a perfeição, mas que quer ser uma versão melhor a cada dia, que também tem essa sede de conhecimento, de AUTOCONHECIMENTO, de crescer, evoluir, de fazer a diferença nos ambientes que está presente.

Se você é assim, se você vive essa busca, seja muito bem vinda, vai ser uma alegria trocar experiência e conhecimento, contribuir com o que eu já aprendi e também aprender mais com você. Por isso me segue aqui e nas outras plataformas em que estou presente (clique aqui para saber quais são elas), vamos conversar, deixe seu comentário nas publicações, mande mensagem para gente trocar idéias.

E antes de finalizar quero só esclarecer que relacionamento não é sobre depender um do outro, porque a dependência adoece, mas sim sobre ser complemento, fazer uma escolha saudável, com o objetivo de crescer e compartilhar.

Consegue perceber a diferença?

Quando eu dependo eu sugo tudo do outro ou me enxugo, o outro suga tudo de mim, quando eu compartilho existe uma troca.

Finalizo com uma frase do Osho que diz assim:

A menos que esteja centrado, a menos que saiba quem é, não pode relacionar-se verdadeiramente. Todo o relacionamento que continua sem o autoconhecimento é apenas uma ilusão.

Osho

Fez sentido pra você?

Gostaria muito de ler nos comentários o que mais fez sentido pra você ou o que mais te fez refletir.

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Esse artigo foi inspirado na live que fiz no meu perfil do Instagram (@thaisarochaoficial). Para me seguir lá e participar das próximas lives clique aqui.

Publicado por Thaisa Rocha

Bacharela em Administração e Pós Graduada em Professional & Self Coaching. Em uma jornada de desenvolvimento e transformação pessoal. Quero contribuir compartilhando os conhecimentos que venho adquirindo ao longo desta jornada.

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